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Assis sp, sp, Brazil
Artista plástico, Professor e grafiteiro, com formação na área de artes pelas Faculdades Integradas de Ourinhos, Como artista tenho aplicado muitos Workshop de arte urbana em faculdades e instituições, A expressão Arte Urbana ou street art refere-se a manifestações artísticas desenvolvidas no espaço público, distinguindo-se das manifestações de caráter institucional ou empresarial, bem como do mero vandalismo. A princípio, um movimento underground, a street art foi gradativamente se constituindo como forma do fazer artístico, abrangendo várias modalidades de grafismos - algumas vezes muito ricos em detalhes, que vão do Grafite ao Estêncil, passando por stickers e cartazes lambe-lambe, também chamados poster-bombs -, intervenções, instalações, flash mob, entre outras. A rua não é de ninguém e mesmo assim fui preso cinco vezes por fazer Grafite, inevitável que as autoridades ainda acham que nos artistas somos vagabundos ou infratores de nosso Amado País. Infelizmente Vivemos em um Lindo País, que poucas pessoas têm acesso cultural, nome deste País se chama Brasil Contatos: cel(18) 97480060 Email:alemaoart@hotmail.com

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quarta-feira, 21 de julho de 2010

terça-feira, 20 de julho de 2010

Olha na onde eu fui fazer Arte


Deplorável! Facção criminosa alerta moradores da Vila Cruzeiro (Rio de Janeiro) com pichações em muros, acima (Foto) um exemplo dos “recados”.

Grafite na favela

Arte para todos


Se todos nos doássemos um tempinho e ensinasse pelo menos um pouco de nossos dons ,pode ter certeza que o mundo seria bem melhor.

Grafite Ong morro do Alemão

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Favela Rio de Janeiro

Uma pintura de dois mil metros quadrados na Vila Cruzeiro, na Penha, subúrbio do Rio. No lugar de uma tela, a dupla de holandeses Jeroen Koolhaas e Dre Urhahn, conhecida como Haas & Hahn, usou a escadaria da Rua Santa Helena, que atravessa a comunidade. O caminho se transformou num “rio”, com peixes e traços que seguem um estilo de pintura tradicional no Japão. A dupla encabeça desde 2006 um movimento artístico em comunidades carentes do Rio, batizado de “Favela Painting”. O mais novo trabalho, que ganhou o nome de “Rio Cruzeiro”, levou oito meses para ser finalizado e contou com a ajuda de moradores da comunidade.

Rio de janeiro favela

Rio de Janeiro

Assim como a musica clássica esta em aceso de pessoas que se julgam cultas e da classe alta,o Rape surgiu das classes menos favorecidas . Assim o grafite contemporâneo surgiu da mesma forma e objetivos iguais,a realidade que vivem estas pessoas fazem que o modo de vida que julgamos normal ,seja cada vez mais distante .

Rio Morro do Alemão


Podemos identificar as formas de vida reveladas nas pinturas dos grafites, muito deles querem passar frases criticas e outras ideias feita da realidade da favela.

domingo, 18 de julho de 2010

Grafite na favela Rio de Janeiro


Cidade Candidata - Rio sem tiroteio até domingo
O Rio quer, mesmo, impressionar os membros da Comissão de Avaliação do Comitê Olímpico Internacional (COI), que visita a cidade desde segunda-feira. Para evitar que tiroteios e balas perdidas tomem conta do noticiário da Cidade Maravilhosa, delegados e comandantes de batalhões da Polícia Militar receberam a seguinte determinação de suas chefias: evitem operações, incursões em favelas e até abordagens mais severas a suspeitos, no período em que a comissão estiver na cidade. A determinação veio depois da operação de policiais do 14º BPM (Bangu) na Vila Aliança, nest a quarta-feira, que terminou com a morte da menina Yasmin, de 3 anos.A equipe, que avalia a candidatura do Rio aos Jogos Olímpicos de 2016, é formada por 13 pessoas. O grupo fica na cidade até o dia 3, próximo domingo.
Eu só tinha visto isso nos canais de Tv , mais é só estando lá para poder ver e sentir adrenalina de esta no meio de uma guerra que nunca acaba , Pessoas andando armado como se fosse a coisa mais normal do mundo ,lá não tem fogos de artifícios,pois as balas de tiros ganham a sena quase que o tempo todo .

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Carroça grafitada

A arte como sempre foi produto de uma massa de elite que compra as melhores obras viajam para eventos culturais ,decoram suas mansões e fazem de uma pobreza cada vez pior,bom vamos falar em Arte. Ai no caso um velhinho me pediu para deixar mais bonito a carroça que era seu meio de transporte e também seu ganha pão, como o velhinho não tinha grana fiz o grafite sem cobrar nada por apenas uma questão que todos temos que ter o direito de ter arte.

Assis sp


trampo das antigas .

sábado, 10 de julho de 2010

grafitagem em Assis termina em delegacia

Muitos artistas de rua passou por este constrangimento ,ser tratado como marginal ou criminoso o fato da arte não ser compreendida por muitos,A polémica envolvendo uma pintura não-autorizada pela sindica do Mercadão de Assis , só para lembrar o Mercadão se encontra em péssima conservação E a pintura do local não é renovada a mais de dez anos ao que consta o relato dos vizinhos que mora perto do local.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Facil


Falar é completamente fácil, quando se tem palavras em mente que se expresse sua opinião...
Difícil é expressar por gestos e atitudes, o que realmente queremos dizer.

Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias...
Difícil é encontrar e refletir sobre os seus próprios erros.

Fácil é fazer companhia a alguém, dizer o que ela deseja ouvir...
Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer a verdade quando for preciso.

Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre a
mesma...
Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer
Fácil é demonstrar raiva e impaciência quando algo o deixa irritado...
Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente te conhece.

Fácil é viver sem ter que se preocupar com o amanhã...
Difícil é questionar e tentar melhorar suas atitudes impulsivas e as vezes impetuosas, a cada dia que passa.

Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar...
Difícil é mentir para o nosso coração.

Fácil é ver o que queremos enxergar...
Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto.

Fácil é ditar regras e, Difícil é segui-las...

Olhar sobre as pessoas


Somos, do ponto de vista físico, seres bastante frágeis e, nesse aspecto, muito inferiores a tantos outros animais. Contamos, todavia, com um instrumento poderoso, que nos permite sermos senhores do Planeta: a inteligência. Temos capacidade de entender o que somos, onde estamos e para onde queremos ir. Fomos dotados do poder de controlar nossos instintos e direcionar nossos sentimentos. “E por que, então, somos tão miseráveis e vivemos tantos conflitos, acalentamos a maldade, a violência, a cobiça e tantos outros comportamentos, se temos consciência que são errados e nocivos?”, perguntarão alguns. Porque esquecemos de procurar o sentido da vida. Porque não questionamos, com a devida ênfase, a razão de estarmos vivos e de termos a capacidade de raciocínio e o poder de escolha. Temos, ainda, muito que evoluir para merecermos a designação de “humanos”. A poetisa Florbela Espanca garante a respeito: “Se penetrássemos o sentido da vida seríamos menos miseráveis”.

um olhar positivo a favor a loucura


Muitos artistas produziram suas melhores obras depois que manifestaram sua insanidade. Outros tantos, tiveram suas carreiras abruptamente interrompidas e acabaram confinados a manicômios, como feras ou como meros vegetais.
A loucura, através dos tempos, foi tratada de formas as mais diversas e, não raro, diametralmente opostas. Em algumas sociedades, o louco era tido como uma pessoa em contato direto e ininterrupto com os deuses e se tornava uma espécie de oráculo. Em outras, era considerado “endemoniado” e, não raro, era espancado até a morte, para que o demônio deixasse o seu corpo. Em muitos lugares o louco ainda é tratado como delinqüente, como “criminoso” (mesmo que jamais tenha agredido a quem quer que fosse) e submetido a toda a sorte de torturas e de vexames.
Por outro lado, gente séria, como Platão, por exemplo, chegou a dar a entender que toda criatividade se baseia, fundamentalmente, numa espécie de “loucura divina”. No século XIX, o psicólogo e filósofo norte-americano William James chegou a escrever o seguinte: “Quando um intelecto superior se une a um temperamento psicopático, criam-se as melhores condições para o surgimento daquele tipo de genialidade efetiva que entra para os livros de História”. Discordo.
Ulrich Kraft escreveu revelador e instigante ensaio a propósito intitulado “Sobre gênios e loucos”. No texto, apresenta uma lista de artistas célebres portadores de graves distúrbios psíquicos como os compositores clássicos Robert Schumann, Piotr Tchaikowski e Serguei Rachmaninoff; os pintores Vincent van Gogh e Paul Gauguin e os escritores Lord Byron e Liev Tolstoi. A essa lista, eu acrescentaria, por exemplo, os escritores Stephane Mallarmé, Friedrich Nietzsche, Johann Christian Friedrich Holderlin, Gerard de Nerval e Antonin Artaud, entre tantos outros.
Fico, no entanto, com a opinião equilibrada e entendida do professor e escritor Isaías Pessotti. O mestre declarou, a respeito, em entrevista publicada pela revista “Cult” em fevereiro de 1998: “Se as pessoas rotuladas como loucas foram grandes criadoras, trata-se de pessoas muito criativas que, por acidente, ficaram loucas. Ou se trata de pessoas que na situação acrítica da marginalização (como loucos) revelaram uma criatividade que a vida ‘normal’ impedia de se ver ou de se manifestar. Mas a loucura não é libertação do espírito. Muito ao contrário. É a escravidão do pensamento”.

A respeio a loucura


Defendo a visão positiva da vida como inspiração para as grandes obras do espírito. Remoer mágoas, frustrações, dores, rancores e tantos outros sentimentos doentios e fazer dessa tétrica mistura matéria-prima para “obras de arte”, apresentadas como delírios, uivos, pesadelos ou coisa que o valha, para mim não passa de masoquismo.
Aliás, nada é mais maluco do que a própria origem da palavra “louco”. Paradoxalmente, ela não passa de corruptela do termo “lógico”. Ora, se loucura for lógica, prefiro ser, pelo resto da vida, ilógico e contraditório. E, no entanto, mentalmente são.
Claro que muita coisa poderia ser escrita sobre o assunto, mas não me propus a escrever nenhum tratado, ou ensaio ou coisa que o valha a esse respeito. Minha intenção foi a mais corriqueira possível: a de escrever uma reles crônica, usando, para isso, o recurso que caracteriza esse gênero. Ou seja, “catando no ar” um tema qualquer, profundo ou superficial, importante ou trivial e deitar falação a respeito. E foi o que fiz, não é verdade?
André Gide escreveu: “As coisas mais belas são ditadas pela loucura e escritas pela razão”. Não sei se estas descompromissadas considerações podem ser consideradas como revestidas de alguma beleza. É provável que não. E nem a minha intenção foi essa. Estas linhas, porém, foram ditadas pela loucura (dos outros). Mas escritas (pelo menos acho que sim) por uma certa razão.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Decoração casa Assis Sp

ficou perfeita esta foto, o bebê da layla não poderia faltar.

Igreja . Leão de Judá

Igreja leão de judá

Decoraçao piscina

Maringá Pr

Assis coreto

Assis coreto

Assis coreto no centro


este pico já virou um mural de mudanças contantes ,sempre a arte esta sendo renovada . este grafite rolou no show da viraa cultural.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Entrevista arte urbana

Monalisa


O conceito de arte esta cada vez mais difícil , o mercado esta cada vez mais saturado de obras que podemos ver claramente que são lixos obras sem conceito ou estetica , o que entra em primeiro lugar é o dinheiro que acaba comprando os artistas e a verdadeira arte.

Assis sp. praça mocidade


O lugar antes da pintura .

Assis sp, praça da moçidade


Kio,Alemão,Will. Um domingo de sol ,dia perfeito para fazer arte

Assis sp .Praça da mocidade


Pra que pedir para pintar .

Lutecia sp


Um olhar diferente para as pequenas cidades.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

sábado, 3 de julho de 2010

Intervenções

O Primeiro Grafite com spray


O Primeira grafite com lata preciosa Spray, O difícil era controlar a pressão que escorria sempre,mais como ninguém apreendeu andar de bicicleta logo de cara,depois vai que vai.

Plaquinha de transito


Um dos motivos por mais um B.O foi fazer intervencão nestas plaquinhas,fiquei 4horas na delegacia respondendo por alterar as placas de transito,Ser artista urbano tem disso confundido com pichador vandalo ou vagabundo.
não culpo os policias sim culpo este País cultura que viemos BRAZIL.

Caixa d água.


caixa da agua

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Assis Sp.


Um Domingo que deviria estar em casa ou passeando,para mim grafitar é melhor que Coca cola Gelada no deserto,amo muito tudo isso .

Grupinho Candidomota SP.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Semana De Artes Ourinhos.


Durante a semana de Artes na faculdade Fio Ourinhos ,foi realizado a oficina de arte urbana que eu Anderson e Kleber lopes ministramos,o Grafite foi aprentação nossa.
O grafite mesmo sendo considerado artes nos tempos de Hoje e tendo artistas brasileiros que vivem desta arte pelo mundo todo,ainda que seja em uma faculdade de artes o preconceito é muito, para ser feito este painel tivemos que passar por sima da autoridade da cordenadora do curso que falou que o grafite ia poluir a faculdade.

sábado, 12 de junho de 2010

A arte do grafite invade as ruas de Cuiabá


Agora é oficial. Grafite é arte. A Assembléia Legislativa aprovou a Lei nº 9.184, de autoria do deputado José Geraldo Riva (PP), que estabelece a “Arte do Grafite” como atividade legítima da cultura em Mato Grosso. Grafiteiros e representantes da cultura Hip Hop comemoram a legislação, que dá legitimidade a um trabalho artístico que muitas vezes é confundido com pichação. Grafite é arte, pichação é vandalismo, destacam os responsáveis por belas ilustrações em intervenções urbanas na Capital.



“É a valorização dos artistas de rua. Essa Lei vai fortalecer as iniciativas e desmistificar a arte do grafite, que muitas vezes, é confundida com pichação”, declara a coordenadora de projetos da Central Única das Favelas (Cufa), de Cuiabá, Karina Santiago.

Esta dúvida sempre fez com que os profissionais do grafite fossem classificados como vândalos, como explica Jonatam Palma Silva, 21, grafiteiro cuiabano. “A sociedade nunca entendeu que existe diferença entre a pichação e o grafite. Por isso, muitas vezes somos chamados de vagabundos, de vândalos”, afirma. O grafiteiro, morador do bairro Jardim Vitória, explica que a diferença é gritante e pontual.

“A pichação nada mais é do que traços, escritas, uma forma de protesto, as vezes políticos, as vezes por que o time de futebol perdeu, enfim, não é uma trabalho artístico. O grafite é completamente diferente. Existe uma técnica, temos que desenhar sabendo utilizar a luz, a sombra, a coloração. É uma arte, a arte das ruas, do povo, que tem estilo”, argumenta Jonatam.

Em síntese, a diferença está tanto nos fins quanto nos meios: os pichadores fazem agressão ao patrimônio, sem a autorização dos proprietários das áreas utilizadas e não há em seus trabalhos uma manifestação de técnicas reconhecíveis de pintura. Os grafiteiros, por sua vez, expressam sua forma de ver o mundo através da pintura, usando várias técnicas de pintura que se desenvolveram com o tempo.

Jonatam lamenta que Cuiabá ainda não tenha muitos seguidores do grafite, mas revela que já existem articulações para que a “Arte do Grafite” tenha novos praticantes, seja profissionalizada. “Infelizmente em Cuiabá ainda estamos longe dos grandes centros de grafitagem, como São Paulo, o maior painel do mundo. De certa forma, o fato de não existirem muitos grafiteiros em nossa cidade dificulta a transmissão da mensagem de que grafite é arte e não vandalismo. No Brasil, temos grandes grafiteiros trabalhando para mudar essa concepção míope”, pontua.

Jonatam conta com o apoio de instituições como a Cufa e a Maloca, que constróem cenários para que a população das periferias do Brasil tenha acesso à arte e cultura. “Em Cuiabá o movimento ainda é fraco mesmo, mas eu e mais três camaradas do grafite estamos batalhando em oficinas junto com as entidades para trazer novos adeptos, pois o grafite pode ser um instrumento que tira as crianças do mundo do crime, das drogas”, avalia Jonatam.

Opinião que é compartilhada pelo presidente da AL, José Riva. “A Lei dará maior visibilidade a prática artística, que tem um relevante alcance social. Além disso, oferece também a oportunidade de tirar os artistas grafiteiros do anonimato, divulgando as ações e eventos de forma mais organizada e de amplo conhecimento público”, observou Riva.

História

Os primeiros indícios são datados ainda na Pré-História, com as pinturas e desenhos rupestres feitos pelos homens da caverna. Mas, a atividade foi impulsionada junto com o movimento Hip Hop a partir de 1960, em Nova Yorque (EUA). No Brasil, ganhou repercussão na década de 80 e, em Mato Grosso, surgem os primeiros grafiteiros ainda na década de 90 e, se fortalece como uma arte cultural em 2005, a partir do Festival “Consciência Hip Hop” com ações de formação de grafiteiros nas escolas do estado.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

quinta-feira, 3 de junho de 2010

virada culural 2010 http://colunistas.yahoo.net/posts/2509.html

Por Dudu Tsuda . 02.06.10 - 16h00 Espaço público da arte
Passada a Virada Cultural e toda a polêmica que ela causou, para o bem e para mal, nos encontramos novamente defronte ao nosso bom e velho espaço urbano. O bom sujeito então acorda, sai de casa, e toma sua condução como de costume. O caminho até o ponto é sempre o mesmo, o mais perto.

Nessa opção prática há um grande porém: uma rua fedorenta onde um supermercado deixa restos de comida espalhados pelo chão em putrefação constante. É aquela maldita área de carga e descarga que os supermercados insistem em construir de frente à rua, ao invés de usar algum pedaço de seu enorme estacionamento. Nada como um bom suborno para algum maldito corruptível fiscal da prefeitura. Mas isso é uma outra (podre) história.

O caminho é podre, mas é mais curto. O ônibus é sempre lotado, e a jornada de trabalho estafante. E dias se seguem nesse maravilhoso ritmo ao qual chamamos de vida. Ê pobreza de espírito! Aquela mesma velhinha com bafinho de café referida na última coluna aparece de relance, e nos repete o mesmo coro cotidiano que nos ajuda aturar tudo isso. “É um dia atrás do outro… Veja só meu filho, e eu que já sou uma senhora…”

Paisagismo Urbano
O bom pessimista olha tudo isso e começa a blasfemar o governo, a prefeitura, o poder público, o FMI, os americanos, os iraquianos, os marginais, os mendigos, a ex-mulher, o ex-marido e tantos mais outros culpados, enfim.

A culpa é sempre do outro, e a melhoria é sempre algo exterior a ele.

São tantos culpados, que não nos atemos ao fato de que há um movimento igualmente marginal aos chamados “marginais”, que tenta, apesar de toda desgraça e falta de organização urbanística, descobrir uma beleza neste cotidiano comum.

Dos trajetos que percorri na cidade de São Paulo neste último mês, dediquei meu olhar aos desenhos, grafites e pinturas que colorem nossos muros, postes e edificações. Seja no caminho do trabalho, ou num passeio de final de semana, ou simplesmente vagando pelas ruas, estas imagens criam verdadeiras narrativas fragmentadas deste desejo coletivo de mudar esta dura realidade do paulistano.
Tal qual aqueles ramos de ervas daninhas que insistem em crescer e a dar pequenas flores amarelas nos vãos das calçadas, a proliferação dessas imagens invade desde os becos mais sombrios, os muros mais abandonados, às áreas mais evidentes e nobres de São Paulo.

A impatiens walleriana (popularmente conhecida como maria-sem-vergonha) das artes visuais encontra no espaço urbano populoso e áspero um terreno fértil para seu crescimento e amadurecimento, rendendo floradas dignas de exportação.

É crescente o número de artistas consagrados que vemos nos noticiários abrindo exposições em museus gringos. Os quase-globais Gêmeos estão por toda parte tal qual Airton Senna, Carmen Miranda e a Bossa Nova o fizeram em suas respectivas épocas.

Longe de realizar um julgamento estético sobre esse gênero artístico ao qual dedico apenas minha contemplação, busco enfocar o resultado humanizador e harmonizador que sua atitude e persistência nos traz.

Nos remete ao sensível, ao fantástico, ao lúdico, ao universo criativo e imaginativo da parte infantil que nos habita. É uma manifestação artística legítima e popular, uma emanação de calor humano, de vontade de vida social no espaço público, “panfletada” da forma mais poética possível. Sem armas, sem verbo, sem demagogia.

Ecos Turbulentos
Nosso queridíssimo prefeito quase conseguiu varrer esses “marginais” da nossa cidade. Mas logo percebeu que a briga seria feia, e sabiamente recuou. É engraçado como muitos talentosos brasileiros só ganham notoriedade quando alguém no velho mundo ou na América os endossam.

Sr. Kassab não haveria de ser diferente. Neste ano, já chegou a apoiar, com discurso e tudo, uma exposição de arte contemporânea da Líbia, cujo artista principal era o queridíssimo filho do ditador, quer dizer, líder enfático de governo centralizado. Políticos brasileiros e sua falta de comprometimento moral com a história da humanidade…

Além do que, pode-se pintar muros, prender grafiteiros e descer a repressão policial, que a atitude e a vontade de expressão nunca desaparecerão. Como disse antes, a Maria-sem-vergonha não só colore os canteiros de diversas cidades do país, mas como também se multiplica ferozmente ao sabor dos ventos.

Alguns apontarão para a sujeira que as ditas “pichações” causam na cidade, a associarão com o consumo de drogas, com os crimes de roubo, sequestro, pirataria etc. A torcida contra tem sempre um apito maior. Que ensurdece, torpece e cega pela intolerância e falta de maleabilidade e compreensão.

Outros indagarão e repetirão a lista de problemas que enfrentam nos seus dias, e conseguirão associá-los (por um milagre lógico-linguístico) ao “problema das pichações”. “Humanos não conseguem falar nada, sem antes, se auto-referir”, diria um sábio gato de um filme do mestre Miyazaki.

A questão aqui é enfocar novamente essa necessidade latente de se ocupar o espaço público com vida, cultura e alegria, e assim transformá-lo a partir de sua própria lógica: a convivência dentre diferentes, a coexistência de multiplicidade cultural e étnica e a troca.

Crônica de um ‘percussista’
Na figura de um contemplador momentâneo de trajetos esdrúxulos, daria a seguinte dica da quinzena: crie o seu trajeto e seja feliz!

(O Garfield levantaria uma de suas sobrancelhas…)

Para essa modalidade, inventei o termo “percussista”, ou seja, o percursor de trajetos cotidianos. Eles podem ser temáticos, podem ter um foco artístico, ecológico, social, enfim… Uma nova possibilidade de caminho de sinapse urbana, que revigora o cotidiano, e com certeza o seu humor.

(Garfield pensaria… é o neo-niilismo ou alguma espécie de exercício de auto-ajuda para urbanoides estressados?)

virada cultural