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Artista plástico, Professor e grafiteiro, com formação na área de artes pelas Faculdades Integradas de Ourinhos, Como artista tenho aplicado muitos Workshop de arte urbana em faculdades e instituições, A expressão Arte Urbana ou street art refere-se a manifestações artísticas desenvolvidas no espaço público, distinguindo-se das manifestações de caráter institucional ou empresarial, bem como do mero vandalismo. A princípio, um movimento underground, a street art foi gradativamente se constituindo como forma do fazer artístico, abrangendo várias modalidades de grafismos - algumas vezes muito ricos em detalhes, que vão do Grafite ao Estêncil, passando por stickers e cartazes lambe-lambe, também chamados poster-bombs -, intervenções, instalações, flash mob, entre outras. A rua não é de ninguém e mesmo assim fui preso cinco vezes por fazer Grafite, inevitável que as autoridades ainda acham que nos artistas somos vagabundos ou infratores de nosso Amado País. Infelizmente Vivemos em um Lindo País, que poucas pessoas têm acesso cultural, nome deste País se chama Brasil Contatos: cel(18) 97480060 Email:alemaoart@hotmail.com

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sexta-feira, 9 de julho de 2010

um olhar positivo a favor a loucura

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Muitos artistas produziram suas melhores obras depois que manifestaram sua insanidade. Outros tantos, tiveram suas carreiras abruptamente interrompidas e acabaram confinados a manicômios, como feras ou como meros vegetais.
A loucura, através dos tempos, foi tratada de formas as mais diversas e, não raro, diametralmente opostas. Em algumas sociedades, o louco era tido como uma pessoa em contato direto e ininterrupto com os deuses e se tornava uma espécie de oráculo. Em outras, era considerado “endemoniado” e, não raro, era espancado até a morte, para que o demônio deixasse o seu corpo. Em muitos lugares o louco ainda é tratado como delinqüente, como “criminoso” (mesmo que jamais tenha agredido a quem quer que fosse) e submetido a toda a sorte de torturas e de vexames.
Por outro lado, gente séria, como Platão, por exemplo, chegou a dar a entender que toda criatividade se baseia, fundamentalmente, numa espécie de “loucura divina”. No século XIX, o psicólogo e filósofo norte-americano William James chegou a escrever o seguinte: “Quando um intelecto superior se une a um temperamento psicopático, criam-se as melhores condições para o surgimento daquele tipo de genialidade efetiva que entra para os livros de História”. Discordo.
Ulrich Kraft escreveu revelador e instigante ensaio a propósito intitulado “Sobre gênios e loucos”. No texto, apresenta uma lista de artistas célebres portadores de graves distúrbios psíquicos como os compositores clássicos Robert Schumann, Piotr Tchaikowski e Serguei Rachmaninoff; os pintores Vincent van Gogh e Paul Gauguin e os escritores Lord Byron e Liev Tolstoi. A essa lista, eu acrescentaria, por exemplo, os escritores Stephane Mallarmé, Friedrich Nietzsche, Johann Christian Friedrich Holderlin, Gerard de Nerval e Antonin Artaud, entre tantos outros.
Fico, no entanto, com a opinião equilibrada e entendida do professor e escritor Isaías Pessotti. O mestre declarou, a respeito, em entrevista publicada pela revista “Cult” em fevereiro de 1998: “Se as pessoas rotuladas como loucas foram grandes criadoras, trata-se de pessoas muito criativas que, por acidente, ficaram loucas. Ou se trata de pessoas que na situação acrítica da marginalização (como loucos) revelaram uma criatividade que a vida ‘normal’ impedia de se ver ou de se manifestar. Mas a loucura não é libertação do espírito. Muito ao contrário. É a escravidão do pensamento”.

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