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Artista plástico, Professor e grafiteiro, com formação na área de artes pelas Faculdades Integradas de Ourinhos, Como artista tenho aplicado muitos Workshop de arte urbana em faculdades e instituições, A expressão Arte Urbana ou street art refere-se a manifestações artísticas desenvolvidas no espaço público, distinguindo-se das manifestações de caráter institucional ou empresarial, bem como do mero vandalismo. A princípio, um movimento underground, a street art foi gradativamente se constituindo como forma do fazer artístico, abrangendo várias modalidades de grafismos - algumas vezes muito ricos em detalhes, que vão do Grafite ao Estêncil, passando por stickers e cartazes lambe-lambe, também chamados poster-bombs -, intervenções, instalações, flash mob, entre outras. A rua não é de ninguém e mesmo assim fui preso cinco vezes por fazer Grafite, inevitável que as autoridades ainda acham que nos artistas somos vagabundos ou infratores de nosso Amado País. Infelizmente Vivemos em um Lindo País, que poucas pessoas têm acesso cultural, nome deste País se chama Brasil Contatos: cel(18) 97480060 Email:alemaoart@hotmail.com

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quinta-feira, 3 de junho de 2010

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Tal qual aqueles ramos de ervas daninhas que insistem em crescer e a dar pequenas flores amarelas nos vãos das calçadas, a proliferação dessas imagens invade desde os becos mais sombrios, os muros mais abandonados, às áreas mais evidentes e nobres de São Paulo.

A impatiens walleriana (popularmente conhecida como maria-sem-vergonha) das artes visuais encontra no espaço urbano populoso e áspero um terreno fértil para seu crescimento e amadurecimento, rendendo floradas dignas de exportação.

É crescente o número de artistas consagrados que vemos nos noticiários abrindo exposições em museus gringos. Os quase-globais Gêmeos estão por toda parte tal qual Airton Senna, Carmen Miranda e a Bossa Nova o fizeram em suas respectivas épocas.

Longe de realizar um julgamento estético sobre esse gênero artístico ao qual dedico apenas minha contemplação, busco enfocar o resultado humanizador e harmonizador que sua atitude e persistência nos traz.

Nos remete ao sensível, ao fantástico, ao lúdico, ao universo criativo e imaginativo da parte infantil que nos habita. É uma manifestação artística legítima e popular, uma emanação de calor humano, de vontade de vida social no espaço público, “panfletada” da forma mais poética possível. Sem armas, sem verbo, sem demagogia.

Ecos Turbulentos
Nosso queridíssimo prefeito quase conseguiu varrer esses “marginais” da nossa cidade. Mas logo percebeu que a briga seria feia, e sabiamente recuou. É engraçado como muitos talentosos brasileiros só ganham notoriedade quando alguém no velho mundo ou na América os endossam.

Sr. Kassab não haveria de ser diferente. Neste ano, já chegou a apoiar, com discurso e tudo, uma exposição de arte contemporânea da Líbia, cujo artista principal era o queridíssimo filho do ditador, quer dizer, líder enfático de governo centralizado. Políticos brasileiros e sua falta de comprometimento moral com a história da humanidade…

Além do que, pode-se pintar muros, prender grafiteiros e descer a repressão policial, que a atitude e a vontade de expressão nunca desaparecerão. Como disse antes, a Maria-sem-vergonha não só colore os canteiros de diversas cidades do país, mas como também se multiplica ferozmente ao sabor dos ventos.

Alguns apontarão para a sujeira que as ditas “pichações” causam na cidade, a associarão com o consumo de drogas, com os crimes de roubo, sequestro, pirataria etc. A torcida contra tem sempre um apito maior. Que ensurdece, torpece e cega pela intolerância e falta de maleabilidade e compreensão.

Outros indagarão e repetirão a lista de problemas que enfrentam nos seus dias, e conseguirão associá-los (por um milagre lógico-linguístico) ao “problema das pichações”. “Humanos não conseguem falar nada, sem antes, se auto-referir”, diria um sábio gato de um filme do mestre Miyazaki.

A questão aqui é enfocar novamente essa necessidade latente de se ocupar o espaço público com vida, cultura e alegria, e assim transformá-lo a partir de sua própria lógica: a convivência dentre diferentes, a coexistência de multiplicidade cultural e étnica e a troca.

Crônica de um ‘percussista’
Na figura de um contemplador momentâneo de trajetos esdrúxulos, daria a seguinte dica da quinzena: crie o seu trajeto e seja feliz!

(O Garfield levantaria uma de suas sobrancelhas…)

Para essa modalidade, inventei o termo “percussista”, ou seja, o percursor de trajetos cotidianos. Eles podem ser temáticos, podem ter um foco artístico, ecológico, social, enfim… Uma nova possibilidade de caminho de sinapse urbana, que revigora o cotidiano, e com certeza o seu humor.

(Garfield pensaria… é o neo-niilismo ou alguma espécie de exercício de auto-ajuda para urbanoides estressados?)

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