
Como areia e um sopro
Pela vida passamos
E da insignificância
Traçamos uma ilusão
Na esperança de retorno
Inventamos o eterno
E a continuidade.
Preguiça e comodidade
Eis nossas únicas verdades
Por isso inventamos a deidade
Mesmo que ela tire-nos a liberdade
Pois o que desejamos é continuidade
Para além vida dirigimos nossos atos
Enquanto que a água de nosso rio se esvazia
Mas a ilusão prega a esperança de melhores dias
Quem dera pudéssemos todos amarmos a Terra
Esfera mal amada, pela ingratidão desenhada
Dos que vivem em brancas nuvens a ignorá-la.
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