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Artista plástico, Professor e grafiteiro, com formação na área de artes pelas Faculdades Integradas de Ourinhos, Como artista tenho aplicado muitos Workshop de arte urbana em faculdades e instituições, A expressão Arte Urbana ou street art refere-se a manifestações artísticas desenvolvidas no espaço público, distinguindo-se das manifestações de caráter institucional ou empresarial, bem como do mero vandalismo. A princípio, um movimento underground, a street art foi gradativamente se constituindo como forma do fazer artístico, abrangendo várias modalidades de grafismos - algumas vezes muito ricos em detalhes, que vão do Grafite ao Estêncil, passando por stickers e cartazes lambe-lambe, também chamados poster-bombs -, intervenções, instalações, flash mob, entre outras. A rua não é de ninguém e mesmo assim fui preso cinco vezes por fazer Grafite, inevitável que as autoridades ainda acham que nos artistas somos vagabundos ou infratores de nosso Amado País. Infelizmente Vivemos em um Lindo País, que poucas pessoas têm acesso cultural, nome deste País se chama Brasil Contatos: cel(18) 97480060 Email:alemaoart@hotmail.com

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sexta-feira, 4 de março de 2011

Pichação e grafite surgem como alternativa de participação política

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Divulgação O grafite ´´Shirley`` foi feito por Ozi em 2007, na Brigadeiro Luís Antônio, movimentada avenida de SP

Martina Cavalcanti, da Redação
mmcavalcanti@band.com.br
Distantes das Assembleias Legislativas e do Congresso Nacional, pichadores e grafiteiros criam uma maneira alternativa de participação política ao se expressar em muros de metrópoles brasileiras, segundo especialistas. “A pichação é um meio de participação política novo”, afirmou Alexandre Pereira, antropólogo da USP (Universidade de São Paulo). “Não acredito que só haja política na disputa partidária ou de governo - as pessoas criam e inventam diferentes formas de participação ou de manifestação política.”

Para Pereira, os grafiteiros criam uma rede de encontros e de espaços para trocas, o que pode ser entendido como uma forma de organização política. “Se você conhece um pouco mais o modo como estes jovens se organizam na cidade para realizar suas pichações será fácil perceber que se está criando algo político em outro sentido e com todas as contradições que este político possa ter.”

A contradição pode estar na substituição da densidade do discurso pelo marketing político, para o professor de arquitetura da USP, Arthur Lara. “Creio que a política, no caso, seria de fama o mais rápido possível”, afirmou. Grafiteiro desde os anos 1970, Lara afirma que, na época da ditadura militar (1964-1985), os jovens pichavam “frases políticas e poéticas e clamavam por uma nova ordem social mais flexível” e que, atualmente, a expressão política das ruas foi prejudicada.

Na opinião do antropólogo, os pseudônimos deixados por grupos de pichadores da periferia de São Paulo são tão legítimos quanto a pichação feita por jovens de classe média como forma de contestação. “Se as pessoas não querem ver mais seu muro ou a paisagem urbana marcada pelos riscos da pichação, deveriam antes olhar para os riscos que estes jovens correm em seus bairros e pensar em como resolvê-los, em como criar alternativas de sociabilidade juvenil criativa”, afirmou.

Mesmo se a participação política tradicional aumentasse, pichação e grafite continuariam sendo exercidos, segundo os especialistas. “Querer acabar ou minimizar a pichação é um absurdo! Ela existe desde as cavernas, Pompéia e está em todas as cidades do planeta", afirmou Lara. "Creio que seja melhor entendê-la, estudá-la e, assim, é fácil ver que por trás de uma lata de spray, há uma pessoa, e que esta pode ser seu filho, seu amigo ou até você, quando a inércia das instituições afetar seu bairro, sua casa e destruir todas as suas possibilidades de participação.”

Pichação e Grafite

Enquanto a pichação usa apenas letras estilizadas e é considerado ilegal, o grafite também usa imagens e cores e não consta na atual legislação. Um Projeto de Lei diferencia as duas formas de expressão, caracterizando o grafite como arte e mantendo a ilegalidade da pichação. O projeto, que aguarda votação no Senado, levanta críticas entre pichadores e especialistas.

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